sexta-feira, 14 de março de 2014

Sobre a contra parte Qlippotica da Arvore da vida e sua manifestação no Ego. - Parte 3: A Canção da Unificação.




A Canção da Unificação.

Morte e enfermidade não existem contigo.
Teus olhos não conhecem sono nem dormência,
Pois de tempos imemoriais és Deus vivo,
'Que não podes sofrer mudança por causa de uma das tuas partes.'

Por todo o sempre não te vês alterado,
Da tua Divindade jamais te intimidaras,
Jamais te tornas novo ou velho,
Jamais renovado, renovas tudo.

Portanto, não dependes de nada,
Mas da tua mão e da tua graça todos dependem,
Todos dependem da tua beneficência
'e tu não dependes das tuas criaturas.'

Pois existias antes de qualquer criação.
Sozinho, de nada necessitavas.
O começo e o fim estão guardados na tua mão.
Tu esta neles e eles enlaçados pelo teu espirito.

'Tudo o que era no começo
E tudo o que será no fim,
Todas as criaturas e seus afazeres,
Todas as suas palavras e seus pensamentos,
Do inicio até o fim conheces todos eles.
E não esquecerás, pois estás junto a eles.
Tu os criastes e teu coração os estruturou.
Somente Tu conheces o seu lugar e o seu caminho.'

Eis que nada está escondido de ti,
Pois todos estão alinhados em tua frente,
Não há escuridão nem refúgio e esconderijo
Para onde fugir e se esconder.

O que procuras, encontras,
Sem ter que dirigir-te a eles,
No momento da tua benevolência.
Pois tudo vês ao mesmo tempo.
Tu cumpres sempre, cansas jamais.

Pois sobre todo homem, sobre todo povo, ao mesmo tempo,
Sobre todos pronuncias-te num único instante.
Num único instante ouve todas as vozes,
O grito, o sussurro, e todas as orações.

A capacidade do eterno está correlacionada com a sua vontade.

Jamais se atrasa a tua decisão.
Não há nada de oculto em ti, nada escondido,
O futuro e o passado se juntam nos teus olhos.

Tu quem és de eternidade em eternidade
Todos estão em ti e tu em todos.
Sabes o inaudito, teus caminhos, segredo
Mesmo para teus servos e anjos.

Fora da tua potência não há força
E fora do teu poder não há salvação!
Não existe honrado que tu não honrares.
Nem grandes que tu não engrandeceres.

Tudo  que é precioso, todo o bom vem da tua mão,
A quem quiseres mostrar tua graça
Não  se concebe o âmbito da tua graça.
Nem há medida do que tu compreendes.

Não existe nada fora da tua existência
Ó Ser Vivo, Onipotente e Único!
Pois antes de tudo, tu eras
E desde que tudo começou a ser, a tudo enchias.
(Mistica Judaica, Walter Rehfeld)





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