domingo, 9 de março de 2014

Sobre a contra parte Qlippotica da Arvore da vida e sua manifestação no Ego. - Parte 2: Abrahão e a historia dos ídolos quebrados.



Para entender mais sobre oque esta escrito aqui, leia a primeira parte: http://neofitopesquisador.blogspot.com.br/2014/03/sobre-contra-parte-qlippotica-da-arvore.html

Abrahão e a historia dos Ídolos quebrados.

Segundo o Midrash (O termo hebraico Midrash (em hebraico: מדרש; plural midrashim, "história" de "investigar" ou "estudo"). Abrahão era filho de um fabricante de Ídolos, Um dia seu pai teve que fazer uma viagem de negócios e deixou seu filho na loja. Logo veio alguém para comprar um ídolo.

Abrahão perguntou a este freguês: “que idade o senhor tem?”. Ele respondeu: “Eu tenho 55 anos”. “coitado – disse Abrahão – daquele que tem 55 anos e vai se prosternar diante daquilo que foi feito ontem”. Logo em seguida veio uma outra freguesa, que queria levar os seus ídolos bem satisfeitos. Por isso, antes de transportá-los para casa, ela quis que lhes fossem servidas várias comidas e pediu ao vendedor que as desse aos seus deuses. Quando ela saiu da loja, Abrahão pegou um galho de arvore e quebrou todos os ídolos, menos o maior e colocou o galho nas mãos do ídolo grande.

Quando o pai voltou, ele ficou abismado e disse: “ Como é possível acontecer isto?”. Abrahão disse: “Não vou esconder a verdade de meu pai. Veio uma freguesa que queria levar os ídolos só depois de oferecer-lhes comida. Deixou a comida aqui e quando eu quis oferecer a comida, cada um dos ídolos começou a gritar “eu vou comer primeiro”, até que o maior de todos pegou este galho e quebrou todos os demais”. O velho disse: “Você não quer que eu acredite que eles sejam capazes disto”. Então Abrahão respondeu: “Gostaria que tua compreensão realizasse o que teus lábios acabaram de falar”.

“Depois deste episódio, evidentemente ele não podia ficar e teve que sair de sua casa, de sua Pátria, para uma terra que Deus lhe mostraria. Esta história não é apenas deliciosa por seu humor e ironia, mas ela também é extremamente profunda, porque mostra que para os judeus a verdadeira contradição da idolatria não consiste na existência de múltiplos deuses, mas está na multiplicidade de vontades divinas. Para a consciência religiosa judaica isto é impossível. A consciência só pode ser uma; o valor, o exigido, a norma, só pode ser uma. Portanto, se a vontade divina só pode ser uma, Deus só pode ser um.”
(Trecho retirado do livro A Mística Judaica, do autor Walter Rehfeld)

“Conhece a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”

Primeiro , é bom notar que esta historia possui vários pontos de vista simultaneamente, o  fabricante de ídolos, no final, não acreditava fielmente no poder de suas estatuas, apesar de confecciona-las, então seu filho tentou mostrar isto: As estatuas não podem comer, se pudessem, cada uma tentaria comer primeiro que as outras, sendo assim, o Deus mais forte, aquele que possuí todas os poderes e especialidades dos outros deuses , mataria os outros e comeria mais.

Indubitavelmente, na historia terrestre, algumas guerras foram movidas por motivos religiosos e culturais.

Por outro lado, temos religiões e doutrinas que fazem oferendas alimentícias, acho eu, para explicar isto, que a importância que damos ao alimento é um sentimento nosso, é um ato psicológico profundo, ou ato ritual mágico, oferecer para uma divindade um prato de comida que nós é importante, é um símbolo de devoção, desapego, carrega autoconhecimento.

As divindades em geral, são facetas de um mesmo criador Divino. Na Kabbalah, tudo que esta abaixo de Kether provem de Kether, estamos, no ponto de vista humano, alimentando algo mais pessoal que a divindade politeísta em si, na minha opinião, estamos alimentando dentro de nós mesmos a ideia de que somos deuses em desenvolvimento, o trabalho de oferecer a comida externamente para uma divindade, pode ser o que acontece internamente quando tomamos café da manha, quando vamos almoçar,  jantar, etc.

Estamos alimentando os eus, sendo eles anjos celestiais ou demônios infernais, para que possam viver? Estamos alimentando algo que vai além do Eu Sou? Quando comemos e bebemos, estamos preenchendo uma espécie de vazio, que de tempos em tempos preenche nosso ser, precisamos nós materializar, para continuar aqui, por mais tempo, mas, quem somos nós? Somos luz? Poeira estelar? Somos o nosso próprio Mistério Humano?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...